Eu conheço meia dúzia de indivíduos que pensam que são os maiores da rua deles. E se calhar até são mas é mesmo só da rua deles, não da minha também. Na minha rua, quando dizemos que é para ir para casa só de manhã é mesmo isso que queremos dizer. Quando dizemos que no ano anterior fizémos xixi numa padaria acabada de abrir, que apanhámos o 29 às oito da manhã, fizemos uma cópia da chave de casa e depois é que fomos dormir é porque foi mesmo isso que aconteceu.
Mas não, há meninas da Figueira que pensam que conseguem e que valem mais que tudo e todos. Sinceramente não sei onde começou esta noite (não me lembro onde jantei e o que andei a fazer antes de vir embora do recinto) mas lembro-me perfeitamente de ouvir um ou dois "Rita, vamos para casa por favor" ao longo da manhã e naquilo que foi possivelmente o maior percurso até minha casa. Nunca gostei tanto de parar em todos os metros do caminho para tirar fotografias ao nascer do Sol ou só mesmo para induzir um bocadinho mais de desespero nas caras de exaustão que se apresentavam à minha frente.
E valeu a pena, tanto pelas caras de sofrimento como pelas fotos que agora são um elementro indispensável na caixinha de recordações de mais uma Queima. Basta-me abrir uma pasta com fotografias dessas semanas e não consigo fugir ao sorriso parvo que se quer estampar com toda a força na minha cara.
Vem aí mais uma. Já está quase... :)
1 comentário:
Eu não estive presente nesse percurso para casa e tenho pena. Porquê? Porque perdi várias oportunidades de lhes chamar Meninas da Figueira...
:D
Venha a próxima!
(We rock soooo much!)
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